A fidelidade é, paradoxalemente, ato da suprema liberdade, afirmação da duração do sentimento contra a volubilidade do desejo, da singularidade do outro contra a lei mercantil da substitubilidade e da perecibilidade.
O amor é um mistério abissal. Ao ler "Amor" de José Luiz Furtado, me espantei. Muito longe dos livros comerciais de auto-ajuda e suas fórmulas prontas, me conduziu a um novo olhar sobre o amor. Esse mistério que nos leva a eleger um entre seis bilhões de seres humanos. Enquanto Furtado fala do amor como a "experiência da separação dos seres no encontro dos corpos" e sentir o corpo inteiro ativando um labirinto de desejos, o felizes para sempre e a imagem comercial da plena felicidade tem reduzido o amor ao sexo eficaz ou ao casamento bem-sucedido. Como se não houvesse outras dimensões do amor além da construção de um "lar" e do orgasmo. É vendida a maldita idéia da efetivação da fusão das almas (ter o outro em sua plenitude, o elixir da felicidade), através de uma família ou do sexo, o que é totalmente impossível enquanto há a subjetividade. Aliás, a subjetividade é totalmente deixada de lado nas mentes aprisionadas pelo senso comum, onde todos são reduzidos a meros consumidores e o outro é tão descartável e substituível quanto um copo de plástico.
A infelicidade é condenada, enquanto sabemos por experiência própria que não há meios de viver sempre sem dor, grande agente da conscientização e da renovação. Classificam o sujeito em feliz ou infeliz, como se não houvesse entre a felicidade e a infelicidade uma infinidade de nuances e caminhos existenciais. A natural dor advinda do desejo e a eterna dúvida sobre o amor do outro é classificada como neurose ou patologia. O amor jamais poderia ter sido reduzido a esse modelo de satisfação (como uma mercadoria, conveniente ou não), assim como nunca foi nem jamais será ausência de adversidades. Não é redutível aos "modelos da guerra - da conquista e da submissão - ou da desesperada fusão".
Se manifesta por meio do inalcançável desejo de comunhão. E segundo Furtado, "O desejo não é falta suscetível de ser preenchida... é vazio que projeta o espaço possível para que o outro possa manter-se próximo a mim, em sua alteridade."
Fabuloso!
........Pontear:...................... v. tr., marcar com pontinhos; coser; passajar; alinhavar; Mús., colocar os dedos sobre as cordas dos instrumentos, no lugar onde estão os pontos.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
A coragem
Até o momento, usei poucas vezes este espaço para me expressar e compartilhar meus conflitos. Guardei a lembrança de alguns momentos, belas poesias e imagens. Alguns textos, singelos presentes, aos queridos visitantes.
Porém, terei coragem.
Me mostrarei.
E deixarei vocês postarem. aviso que irão se assustar. Eu já me assutei.
Terei coragem. Em breve.
Grande abraço e muita saudade!
Sú.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Beijo de borboleta!
Antes de dormir, lembrei de um rapaz todo de branco, chinelo e um cordão. Ele surgiu sorrindo de um cenário lindo: praia de Botafogo! Algumas cartas no bolso, e uma que anunciava todas as mortes que passaria (e todas as que passarei!). E, poeta me ensinou algo: Acordar sorrindo. E acordei, Sorri! Entre sete e sete e quinze uma garotinha sorriu para mim e uma borboleta amarela beijou meu rosto! Um beijo de borboleta para ele!
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Estudo científico sobre a expansão de superfícies nanogrossas empregando polímeros biodesagradáveis (chiclete)
( Favor, clique na imagem para ampliá-la!)
Após cinco anos de extensivo sofrimento, recebo o canudo! Um pedaço de papel que eleva meu status social (ooohhh!)!
Hoje, quero apenas documentar aqui este papo aleatório e divertido com um dos ex-Mestres (na verdade phD - status que se conquista perante a sociedade após obter cerca de três pedacinhos de papel de natureza similar).
Após cinco anos de extensivo sofrimento, recebo o canudo! Um pedaço de papel que eleva meu status social (ooohhh!)!
Agora, se um dia me entrevistarem aparecerá no rodapé da televisão: "Suelen Salih Teixeira - Engenheira". E todos darão uma relevância muito maior à minha opnião, seja lá qual for o assunto. Se por ventura (ou desventura) eu seja presa, a prisão onde eu estarei será especial, sem o convívio direto com aqueles presos de alta periculosidade em celas superlotadas (art.295 do Código de Processo Penal (Dec.Lei 3.689/41), que estabelece que os ministros de estado, os magistrados e os diplomados por qualquer das faculdades superiores da República, dentre outros, serão recolhidos a quartéis ou a prisão especial, à disposição da autoridade competente, quando sujeitos a prisão antes de condenação definitiva). Mas não estarei livre do convívio com gente hipócrita
Eu ainda não sei se quero o utilizar (me refiro ao canudo) na vida. É o preço de se carregar uma vontade e inquietação no peito. Mas essa conversa com o além eu deixo para outro momento.
Hoje, quero apenas documentar aqui este papo aleatório e divertido com um dos ex-Mestres (na verdade phD - status que se conquista perante a sociedade após obter cerca de três pedacinhos de papel de natureza similar).
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